TRAPICHE DO ATEU

UM BLOG DE ECOLOGIA MENTAL. PARA REPENSAR O HOMEM E SUA RELAÇÃO COM A VIDA E COM O MUNDO.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

ATOS BÁRBAROS




(Siegfried Zademak - theater)


Atos de barbárie: são todos os atos humanos contra si mesmos e contra a natureza. Considero bárbaros: o assassínio, o estupro, a tortura, a mutilação, a escravização, a pedofilia, o vandalismo, a guerra, a destruição da natureza. Não há justificativa para o assassínio: o ato de matar para se defender também é bárbaro, mesmo não tendo punição legal; fica, no indivíduo, em sua consciência, a marca indelével do ato brutal, o que, por si só, já é uma punição terrível. A pena de morte não é justiça, é vingança, vingança da sociedade e um de seus atos mais estúpidos. Deve ser abolida para sempre. Estuprar é ato de suprema covardia do macho. Não tem justificativa, por provir das mais baixas camadas de primitivismo ainda existente na mente humana. Não posso imaginar um ser humano, por mais justificativas que se proponha, a massacrar e humilhar um indefeso corpo, para arrancar-lhe seja uma confissão, seja uma conversão. A tortura, ao contrário do estupro, não provém de camadas primitivas, mas da capacidade absurda que tem o homem de tornar-se imune ao sofrimento alheio, o que transforma o torturador num ser sem sentimento, sem racionalidade, um objeto monstruoso, uma máquina de dor. Já a mutilação, por ser um ato sacrificial, ligado á irracionalidade deísta, condena-se por si mesma, como subjugação do homem àquilo que se convencionou chamar de sagrado. Não pode ter guarida na mente de um ser que se diz civilizado. O desvio da sexualidade para seres que ainda não têm noção clara do que ela seja deve ser punido como ato hediondo contra quem não tem como se defender. Também traz à tona os instintos mais primitivos do ser humano. Transferir para objetos inanimados o ódio, a sanha destruidora, traduz a condição não só de mentes primitivas, mas também estúpidas: os bens e objetos úteis continuarão sendo úteis, independentemente de seus donos. Sua destruição significa apagar a própria história do homem, sem absolutamente nenhuma justificativa. E o que dizer da guerra? Fazer guerra é concordar com todos os atos bárbaros anteriores, já que ela dá condições de existência de todos eles. Abolir a guerra será o ato supremo de civilidade do homem. E, finalmente, destruir a natureza significa comprometer a própria vida.



Nenhum comentário:

Postar um comentário