TRAPICHE DO ATEU

UM BLOG DE ECOLOGIA MENTAL. PARA REPENSAR O HOMEM E SUA RELAÇÃO COM A VIDA E COM O MUNDO.

terça-feira, 31 de maio de 2011

DROGAS E SOCIEDADE



(Aaron Nigel)


E então, eu pergunto: é esse o caminho do homem, na sua trajetória sobre a face da terra? O que viria de uma sociedade em que as drogas, todas as drogas, fossem livres? Não seria essa uma forma eugênica de escolher os melhores para continuar o processo evolutivo, depois de uma fase de caos absoluto? O destino do homem estaria definitivamente associado e atrelado aos interesses individuais, ou seja, toda a sociedade construída, e muitíssimas vezes muito mal construída, até agora foi apenas um arremedo do verdadeiro destino humano? Estão nas drogas que amortecem o pensamento o futuro e o nascimento de um novo homem que se consumirá até desaparecer, dando lugar a uma outra espécie geneticamente imune ao seu uso? São questões que me assolam, quando penso que muitas pessoas defendem a total descriminalização das drogas, como forma de resolver os seus problemas pessoais, a sua inabilidade para tratar as coisas comuns da vida, a sua inadaptação orgânica à própria existência ou as suas crises existenciais e o desconforto perante o mundo que as ameaça com cobranças, com regras e leis às quais não conseguem se conformar. O ser humano é, mesmo, o mais complexo elemento da natureza e a convivência com desigualdades tem sido o grande salto de humanização do próprio homem, mas levantamos dúvidas cruéis quando está em jogo o absolutismo do direito individual contra o absolutismo do direito social. Qualquer julgamento que se faça a esse respeito resvala no moralismo absurdo da defesa de um dos dois extremos. Porque julgo moralista tanto a condenação de um lado quanto a condenação do outro lado. Defender o direito de contrariar a sociedade de forma total e absoluta é assumir uma posição moralista de condenação do outro tipo de vida, da mesma forma que condenar de forma absoluta os que se arvoram o direito de fazer o que quiserem com o próprio corpo e com a própria vida também se constitui numa posição moralista. O equilíbrio entre as duas posições torna-se quase impossível. Como não há o que se condenar, a visão de quem observa os contendores nessa luta parece indicar que, primeiro, embora sejam muitos os que pregam a liberdade absoluta, não são a maioria; segundo, a sociedade constituída, não importa em que tipo de regime, tem o fôlego de milhares de anos de imposição de valores e não vai abrir mão deles; terceiro, e talvez o mais importante a favor da sociedade, há o fator econômico, aquele que pesa mais do que qualquer ideologia religiosa ou filosófica: as drogas, ao mesmo tempo em que movimentam um lado economicamente ativo da sociedade, enriquecendo a uns tantos, não pode se tornar bem comum, simplesmente porque não interessa a quem aufere esses lucros que eles se coletivizem e, além disso, a própria sociedade economicamente produtiva, que se utiliza das drogas em suas festas e nos seus momentos de revolução individualista, não tem nenhum interesse em se desestabilizar em prol de uma causa de futuro incerto, preferindo manter tudo como está, sem o ônus de permitir o descontrole que pode levar ao caos o sistema produtivo. Porque liberar significa democratizar, e democratizar significa a possibilidade de perder o controle sobre a mão de obra que sustenta, com seu trabalho de formigas mal pagas, todo o sistema construído de forma sistemática por gerações e gerações de umas poucas famílias que dominam a economia em cada uma das nações da Terra. Portanto, continuarão a ganir ao longo dos caminhos os que a sociedade vê como cães desgarrados a defender a liberalização total das drogas como solução que essa mesma sociedade vê, com olhos às vezes condescendentes, às vezes com olhos condenadores, como uma ilusão, como um sonho ou pesadelo que a mão pesada da repressão e da polícia irá, com certeza, no seu devido tempo, coibir. Porque, numa visão extremamente pragmática, aquilo que não tem solução solucionado está.



sexta-feira, 27 de maio de 2011

A DITADURA DO INDIVIDUALISMO




(Alia E. El-Bermani)



Entre o que é essencialmente pessoal e o que é público, há abismos insondáveis. Difíceis de transpor e impossíveis de se conciliarem. Há indivíduos absolutamente lúcidos e inteligentes que propõem, por exemplo, a descriminalização das drogas, porque defendem que o indivíduo tem o direito de se estragar, de fazer de si o que acha melhor, sem que o poder público tenha nada com isso. Cada um tem o direito de se entupir, por exemplo, de comidas gordurosas tanto quanto de fumar maconha ou cheirar cocaína até uma overdose fatal. É o direito individual levado ao extremo, como o de se destruir através de todas as loucuras, desde que o fato de se drogar ou de se entupir de colesterol ou de usar uma arma de fogo não ocasione prejuízos a terceiros, no que, então, seria punido pelas leis existentes. Abre-se, aí, um universo novo de total liberdade, em que a responsabilidade individual parece ganhar ares de absolutismo, numa fórmula que condiciona a sociedade a existir e insistir no respeito às individualidades, num mundo que ganharia, afinal, os moldes de um idealismo de liberdade total. Liberdade que faria com que o indivíduo percebesse que ele pode tudo até o limite do outro, ou seja, aquele ponto em que suas ações e atitudes ofendam ou coloquem em risco o outro. As leis só existiriam como estatuto de proteção e conciliação ente os interesses individuais e a sociedade, não importando se milhões de zumbis alcoolizados, drogados e obesos andassem pelas ruas, porque, afinal, ninguém teria nada com isso. Um novo socialismo utópico se construiria, com uma sociedade não mais voltada para os valores de consumo de massa, mas para o consumo das drogas, como forma de inanição diante dos problemas comezinhos do dia a dia e de fuga da vida burguesa ou capitalista a que somos todos condenados a viver, há muito tempo. Parece lógico para essas pessoas que as doenças advindas do consumo das drogas não deveriam, então, ser tratadas. Se alguém estiver morrendo de overdose, na rua, que morra em paz. Se os obesos consumidores fanáticos de picanha se estrebucham num ataque cardíaco ou num derrame cerebral, que se contorçam sozinhos, sem que o sistema assistencial pago também com o dinheiro dos que se cuidam tenha o dever de interferir e de salvar as suas vidas. Ou, então, que os que se arvoram o direito de se suicidarem lentamente tenham os seus próprios sistemas assistenciais, pagos com seu trabalho e seu suor, seja como for que o façam, sem que venham a onerar o sistema de saúde dos outros, daqueles que não se drogam, não se estragam, não se suicidam lentamente. Então, numa sociedade assim, teríamos dois sistemas econômicos, não importando que se viva sob regime capitalista ou socialista. O direito a consumir-se não pode onerar o sistema dos que não defendem tais direitos, porque, afinal, espera-se, se a droga e o direito de estragar-se se tornarem consuetudinários, que se respeitem aqueles que não querem e não desejam estragar-se e consumir-se do mesmo modo. Talvez se proponham, até mesmo, dois governos: um para os cidadãos que não se consomem e outro para os que se arvoram o direito de estragar-se. Seria bastante curioso, por algum tempo, perceber como os que se consomem iriam administrar o sistema produtivo, se é que conseguirão constituir algum, que possa sustentar o outro sistema, o de produção e consumo das drogas. Também seria necessário que houvesse regras e leis precisas de abdução de um sistema para outro. Alguém que se droga e quer deixar de fazê-lo: de quem seria o ônus pela mudança? Ou vice-versa: alguém que não se droga e resolve apenas experimentar, por haver facilidade de aquisição, como seria o impasse resolvido? Passaria automaticamente para o outro lado ou haveria um tempo de tolerância, para ver se o indivíduo quer isso mesmo? Como estamos num mundo extremamente voltado para os valores individuais, é claro que um tempo de tolerância seria o ideal, restando apenas saber a quem caberia o ônus econômico de tal decisão. Não há dúvida de que muitos impasses podem ser resolvidos. Outros, nem tanto. De qualquer modo, o direito individual seria a lei suprema, o norteador de todas as ações sociais e políticas.


1.  

terça-feira, 24 de maio de 2011

PERMANÊNCIA GENÉTICA



(Adela Leibowitz - masque of the red death)




A noção de inferno é tardia e só assusta, mesmo, aqueles que são extremamente ingênuos em sua fé. Essa crença ilógica e confusa, com seus ritos de passagem, com suas complexas construções de estruturas paralelas e contínuas da vida terrena, tem sustentado a maioria absoluta dos homens em seu estado de equilíbrio mental. Olhando de uma forma bastante benevolente para esse tipo de crença, pode-se dizer que foi a forma genial que a natureza, através do cérebro humano, contribuiu para que o homem não tivesse plena consciência de sua fragilidade e não enlouquecesse. O sentimento de vazio que a muitas pessoas afligiria durante toda a sua vida é preenchido pela falácia da possibilidade de sobreviver à própria morte. Não fosse esse culto tenebroso, talvez a humanidade não tivesse atingido os estágios de evolução em que está hoje. Teria trilhado, possivelmente, outros caminhos. Teria percorrido outras ciências e construído outras civilizações. Como seríamos, hoje, sem essa crença, é impossível dizer. Nem mesmo podemos afirmar, com absoluta certeza, que os outros caminhos teriam sido os melhores. No entanto, já levamos longe demais esse tipo de raciocínio: o homem já está maduro para aceitar as condições impostas pela natureza e pela vida para que ele continue a buscar o entendimento de mistérios que ele mesmo criou. Aquilo que seria uma forma de enganar a nossa psique e nos fazer aceitar as regras da natureza, quando tivermos consciência de nossa morte, passa a ser, agora, um fardo demasiado grande para a humanidade carregar, quando essas crenças se transformam em instrumentos de exclusão, de atraso científico ou em instrumentos de tentativa de dominação de um povo sobre o outro, ou ainda, o que é muito pior, em instrumentos de destruição da própria humanidade, através da aceleração de formas de destruição em massa. As crenças deístas e espiritualistas que, de forma canhestra, contribuíram para que o homem aceitasse o seu destino, transformam-se agora em formas de escravidão da mente humana, ao não permitirem que ele consiga dar passos decisivos para a preservação de sua espécie, imbuídos que ficam todos em lutar uns com os outros para dominar as forças da natureza e distorcê-las a favor de interesses absurdos que podem levar à destruição do próprio planeta. É preciso que uma lufada de lógica e lucidez possa percorrer a mente humana. Só assim poderá o homem retomar consciência de que sua permanência no globo terrestre é apenas genética e, claro, cultural, mas jamais espiritual.



sexta-feira, 20 de maio de 2011

MEDO DA MORTE





(Jules Joseph Lefebvre - La verité)



O homem é o único animal que tem noção de sua própria morte. E não a aceita. Pensar que vai desaparecer para sempre e que tudo quanto acumulou de bens materiais e de experiência de vida e conhecimento vai virar pó deixa-o angustiado e propenso a acreditar na primeira ideia de eternidade ou espiritualidade que lhe venha à mente. Para driblar o mais terrível dos medos, a morte, o homem inventa e reinventa cultos a deuses, como forma de tentar amenizar o sofrimento da perda de si mesmo. Não admitimos que, ao morrer, nós nos perdemos. Somos pó e ao pó voltaremos é a única lição válida. O único destino que não nos escapa. A fragilidade da vida transforma-se em tragédia, através da consciência de que morreremos. E morrer é perder mais do que a vida, é perder a si mesmo, destruir-se, aniquilar-se. A carcaça inútil presta-se tão somente a adubar a terra ou a servir de estudos para curiosos de plantão. Não valemos absolutamente nada. E esse sentimento de perda de si mesmo constitui-se na mais terrível ameaça ao homem, ao seu ego, àquilo que se constrói durante toda a vida. Se vamos desaparecer, para que vivemos, então? A tentativa de compreensão desse interregno, que se chama vida, entre o nascer e o desaparecer, tem sido a mais frustrante obra de observação do homem sobre a Terra. A necessidade de autopreservação faz que o homem invente ritos funerários. Exorciza, assim, o medo da morte, mas não a impede, o que o leva ao desespero. Ou ao absoluto estado de inconsciência a que denomina crença em um deus ou na vida além da morte. São formas de entorpecimento as falácias humanas a respeito de almas, espíritos e outras reencarnações. Destroem a capacidade humana de viver plenamente a vida, ao fazê-lo gastar tempo e emoção na preparação para uma vida futura e na esperança de uma nova dimensão, numa outra forma de vida, chamada espiritual. A isso dedicamos grande parte de nossa existência, plano de fuga para a fuga final, certos de que, ao apagar-se o nosso cérebro, um deus justo e generoso nos receberá no outro mundo, para vivermos no paraíso.



terça-feira, 10 de maio de 2011

UM BASTA AO DEÍSMO




(Fritz Aigné)





Quando a vingança deísta se torna a única saída para a solução dos problemas de segurança do mundo (estou-me referindo ao assassínio do líder terrorista Osama Bin Laden, por forças estadunidenses, em maio de 2011); quando milhões de pessoas se reúnem numa praça do Vaticano para aplaudir a beatificação de um papa, ajudando a concretizar o marketing mentiroso da igreja católica romana de que basta um decreto para que as forças do reino de um deus idiota se movam, para elevar à condição de santo uma “alma” que devia estar em algum lugar do tal “reino dos céus” (refiro-me à beatificação de João XXIII, em maio de 2011); quando o idiota de um presidente sul-americano diz que a morte do terrorista é um milagre do papa recém-beatificado (refiro-me ao presidente equatoriano); quando, enfim, milhões e milhões de pessoas gastam tempo, dinheiro e vidas humanas para esperar milagres de santos e de virgens, ao construir templos caríssimos, para louvar e adorar a esses mesmos santos, virgens e deuses, mantendo com seu suado dinheirinho castas de sacerdotes (e eu estou generalizando com a palavra “sacerdotes” todos os assalariados do deísmo, desde simples acólitos até papas, aiatolás, budas e outras bobagens idealizadas pela estúpida criatividade deísta); quando tudo isso acontece como sendo um fato absurdamente normal num mundo em que nada, absolutamente nada, de sobrenatural acontece, é chegado o momento de dar um basta ao deísmo estúpido e esmagador. Ou o Homem (com h maiúsculo, o Homem de Nietzsche) que há de nascer de toda essa barbárie acaba de vez com o deísmo ou o deísmo vai destruir o homem. A criatura – deus, ou os deuses (que, sob a mentira do deus único, escondem-se mil outros deuses mentirosos) – está a um passo de destruir seu criador, o Homem, pois o homem que se diz sapiens é apenas um joguete nas mãos da metafísica estupidificadora e deletéria da própria condição humana. O homem só será realmente Homem, quando destruir em sua mente a ideia de deus. Quando deixar de pensar metafisicamente. Quando acreditar que a Natureza e somente a Natureza é soberana e que entender suas leis é condição única de sobrevivência. Destruir os templos e altares – dentro da mente do Homem – pode ser tarefa para milhares de anos, e só espero que, quando isso acontecer, não seja tarde demais. O que eu sei é que é preciso não ter mais condescendência com o deísmo.



terça-feira, 3 de maio de 2011

CABEÇA DE DINOSSAURO




(Giger - dark fantasy mystical)





A idade média ainda não acabou. Embora o avanço tecnológico dos últimos séculos possa ser considerado impressionante, há línguas de medievalismo lambendo o pensamento humano, prendendo-o a estruturas arcaicas de superstições que contaminaram e continuam contaminando os usos, os costumes e as atitudes humanas. A tecnologia fantástica de nosso tempo, que permite que milhões de pessoas se comuniquem através de minúsculos telefones móveis com qualquer outra pessoa sobre o planeta, não se distribui igualitariamente a todos. Se a rede de telefonia se multiplica, outros inventos muito mais importantes, como aparelhos sofisticados de diagnóstico médico, ainda permanecem fora do alcance dos simples mortais e anos luz de distância dos mais miseráveis. E a mesma tecnologia que populariza a telefonia não impede que milhões de desempregados e famintos ultrapassem as fronteiras da miserabilidade e se tornem cidadãos dignos. E mesmo os mais cultos, já uma minoria em meio ao imenso deserto de cérebros que pululam por todas as classes sociais, ainda conservam, cultuam e divulgam ideias arcaicas sobre a natureza ou sobre a origem do universo. Não compreendem, ou não querem compreender, que o mundo, a natureza e tudo o que nos rodeia nada têm de sobrenatural e que não somos governados por forças ocultas nem por espíritos ou deuses e deusas. O mundo dos homens ainda tem almas, espíritos, crenças absurdas, assombrações medievais a decidir destinos e a intervir na rotina de seus trabalhos diários cheios de máquinas e tecnologias avançadas. Ainda se reúnem os homens em multidões impressionantes para cultuar a imagem de uma santa católica ou uma pedra negra dentro de um santuário muçulmano. Se não dançam para chover, confiam na palavra de magos e de videntes de todas as categorias; buscam a interpretação da vida na leitura de estrelas distantes; aceitam como divina a palavra de qualquer falastrão bem articulado que se vista de padre, pastor, rabino ou qualquer outra coisa; erguem templos inúteis aos deuses, agora unificados em um só, para enriquecer associações criadas para o culto ao nada e para o enriquecimento de seus fundadores e de seus representantes; acreditam em mezinhas para a cura de doenças como câncer e aids/cida; arrostam o perigo facilmente detectável para construir suas casas em locais de risco, como se uma divindade suprema tivesse o dom de impedir as catástrofes iminentes e irreversíveis; aceitam as guerras e os assassinatos como se a vida humana não fosse o único dom que o homem tem; destroem o mundo com a sujeira dos gases de suas fábricas e de suas máquinas poluentes que se multiplicam como praga de gafanhotos, como se não soubessem que a Terra tem os seus limites e que esses limites não podem ser ultrapassados sob pena de colocar em risco a sua própria sobrevivência; comem os frutos podres da terra, esquecidos de que a ciência há muito descobriu a existência de vermes que prejudicam o organismo humano; enfim, desafiam o próprio conhecimento até agora acumulado pela humanidade e permitem que a vida se povoe de superstições e de pensamentos arcaicos, de há muito abandonados por uma minoria de cérebros privilegiados que sabem interpretar corretamente, o mais próximo possível da realidade, os sinais que a natureza, e não uma divindade, nos fornece para melhorar as nossas condições de vida, mas que não conseguem, esses cérebros privilegiados, convencer a imensa maioria a abandonar as superstições, as crenças medievais, os cultos inúteis, os costumes absurdos, as ideias criacionistas e os demônios que continuam povoando a imaginação do homem. São resquícios medievais em que tropeçamos a todo instante, quando caminhamos por qualquer cidade deste planeta, porque o homem ainda tem a cabeça de dinossauro, apesar de todo o aparato tecnológico despejado sobre ele nos últimos quinhentos anos ou, mais precisamente, no último século. Se já pisou o solo da Lua, o homem ainda não alçou o vôo da superação das crenças, atitudes, usos e costumes do passado deísta que insiste em permanecer como uma pedra irremovível na evolução do pensamento humano.