TRAPICHE DO ATEU

UM BLOG DE ECOLOGIA MENTAL. PARA REPENSAR O HOMEM E SUA RELAÇÃO COM A VIDA E COM O MUNDO.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O ASSASSÍNIO COMO ATO SUPREMO DE BARBÁRIE




(Jean Leon Gerome)


Se não houver mais nenhuma arma no mundo, os homens se matarão com as próprias mãos. Pode esse aforismo até ser verdadeiro: o instinto assassino do homem sobreviverá à destruição das armas e à conquista definitiva da paz pelo homem. No entanto, ao matar com as próprias mãos, o assassino deverá demonstrar o total desprezo pela vida, na forma do mais abjeto ato de coragem: a coragem de admitir para si mesmo a sua covardia extrema. Pois somente um homem que despreze a sua própria existência admitirá eliminar a existência de outro homem. E isso, o desprezo da vida, é um ato de coragem, enquanto tirar a vida de outro é um ato de covardia extrema. Superar esse instinto animal, o instinto de aniquilação como redenção, como pregam as religiões deístas, deverá consumir milhares de anos de evolução da raça humana. Mas será um acontecimento fundamental para que a vida adquira o valor supremo a substituir o perverso culto à morte que tem acompanhado a história humana, com suas batalhas torpes, seus assassinatos cruéis e seus suicídios covardes.



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