TRAPICHE DO ATEU

UM BLOG DE ECOLOGIA MENTAL. PARA REPENSAR O HOMEM E SUA RELAÇÃO COM A VIDA E COM O MUNDO.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O AVESSO DA HARMONIA




(Pathernon - color reconstrution)





Tenho pensado no conceito de beleza. Somos credores de grandes avanços da cultura grega e romana, mas há aspectos dessa cultura que tomaram conta da mente ocidental, sem que houvesse qualquer oposição ou, se houve, nunca obteve resultados. O belo, para os gregos, principalmente, consistia no equilíbrio. O mundo do pensamento grego é um mundo ordenado, em que todas as coisas se encaixam em busca de um tipo de perfeição. A harmonia da arte grega mantém o ocidente preso a esses conceitos, como se não houvesse nenhuma outra saída para o belo que não fosse a procura da harmonia. E isso contaminou também a ética: o belo é moralmente bom. Tudo o que não fosse harmônico, não seria belo e, portanto, não seria bom. Não sendo bom, deve ser destruído. A contaminação desse conceito no cristianismo é patente, em níveis mais profundos: a divindade absoluta dos cristãos foi concebida como perfeita e, por isso, muitas vezes representada por um triângulo equilátero, símbolo da perfeição, ou por um círculo, pelo mesmo motivo (as auréolas dos santos, por exemplo), e por muitos outros símbolos que são considerados exemplos de perfeição. Assim, sendo o deus perfeito, os que o seguem também são ungidos por essa espécie de perfeição e tornam-se modelos do belo. Tudo o que for diferente do cristão deve ser destruído, para não ofender a perfeição do deus. Os negros são desumanizados, para se tornarem escravos, porque são diferentes. Os povos indígenas das Américas também não merecem sobreviver dentro do mundo perfeito do deus cristão, porque a sua cultura, a cor de sua pele, seus rituais e sua linguagem ofendem a perfeição desse deus e, portanto, não importa que sejam destruídos. O belo é sempre justo, dentro dessa concepção. Por isso, não há remorso na igreja católica apostólica romana, mesmo quando pede perdão pelas perseguições a gentios, como judeus ou outros povos. Mesmo o barroco, que subverte um pouco o conceito de harmonia, é assimilado como o exagero da perfeição, a harmonia levada a extremos de complexidades, como se o belo horrível fosse apenas o outro lado de uma mesma moeda. Nesse aspecto, a aceitação do barroco detém o seu gérmen contraventor, amolda-o aos bem comportados ensinamentos dos mestres gregos, como um desvio que não contrapõe, ao contrário, apenas reforça a estética grega de perfeição. O barroco é o perfeito do avesso, mas ainda assim perfeito. Note-se que na profusão de linhas, de cores, de sombras e luz das igrejas barrocas, aparecem novas harmonias e equilíbrios que apenas escondem ou entremostram as harmonias e equilíbrios da arte grega, não há contravenção, não há ruptura profunda, a superfície rugosa se sobrepõe à lisa como uma capa que busca esconder a nudez de Vênus. Assim, o conceito de belo cristalizou-se em nossa mente e não conseguimos enxergar, ou melhor, poucos conseguem enxergar a beleza em outras linhas realmente quebradas e desequilibradas que existem no universo, como formas perfeitamente possíveis. Eu acredito que belo seja aquilo que apreciamos, e não aquilo que impõe como belo a nossos olhos. Dizer que tal povo ou tal pessoa são feios significa julgá-los por padrões pré-estabelecidos e, portanto, significa um juízo de valor preconceituoso e bárbaro. Os nossos antepassados condenavam à existência em circos, como um zoológico absurdo, todos os seres humanos que eles taxavam de monstruosos, por portarem algum tipo de deformidade. Expressavam, assim, todo o preconceito da longa e terrível impressão em nossas mentes dos ideais de beleza preconizados pelos gregos e assimilados pelos cristãos. O diferente devia ser tratado como monstro ou ser destruído. Sempre foi assim e continua sendo assim. Trata-se de um traço de barbárie travestido em cores de civilização, por conter elementos de um povo julgado superior por sua produção artística e intelectual, esquecidos de que somos dotados da infinita capacidade humana de aceitar como verdade tudo aquilo que é repetido à exaustão.



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ANARQUIA E CIVILIZAÇÃO (QUASE) PERFEITA



(A. Andrew González - Pandora)





Aos textos precedentes, acrescento, depois de algum tempo, um adendo fundamental. Tenho pensado na sociedade ideal ou numa sociedade menos bárbara e mais civilizada. Mas, a sociedade realmente ideal – por mais utópica que isso possa parecer – será constituída em dois princípios: a ausência de deus e a ausência de leis. Ou seja, a anarquia quase absoluta. Quando o homem não precisar de deus ou de deuses, quando o homem não precisar mais de leis que regulem sua conduta, então teremos – aí, sim – o super-homem, o homem em sua grandeza absoluta, o homem totalmente desprovido de quaisquer resquícios de barbárie. O caminho será longo, tortuoso e complexo: passará por muitas tentativas de aperfeiçoamento dos sistemas democráticos, o que é absolutamente necessário, até chegar a uma regulação quase total de todos os atos humanos, numa espécie de ditatura legislativa, em que tudo, absolutamente tudo, será regulado, desde os atos mais comezinhos do dia a dia, até as atitudes heroicas e patrióticas. Então, a guerra terá sido suprimida do imaginário humano. E pouco a pouco, a noção de assassínio também será eliminada. E o homem – cansado de tantas regras e leis, purgados os seus intintos mais bárbaros – começará a dar conta de que o respeito ao outro é que deve ser a lei fundamental, não escrita, mas internalizada. Aí, sim, todos os regulamentos, todas as leis, todas as regras deverão ser queimados, já que a memória de deus ou de deuses terá sido definitivamente expurgada da mente humana, e o novo super-homem viverá, enfim, livre de todas as amarras e não precisará nem de deus nem de leis, porque terá alcançado a suprema noção de respeito a si, ao outro e à natureza, ao meio em que vive. Sem conceitos babacas de humanismo tosco, como o que existe na máxima cristã do “amai-vos uns aos outros”, o homem olhará seu semelhante e verá a vida que flui em suas veias como a mesma vida que flui no outro e que deve ser respeitada. O outro não mais será o inimigo, mas apenas o outro, com quem conviverá quando necessário, em harmonia, em contratos individuais de paz e de respeito. E essa última palavra, respeito, é que ditará todas as condutas, sem necessidade nem de intervenções e ameaças divinas nem de regras e leis estúpidas. Os governos não mais serão governos, mas apenas órgãos de administração dos bens públicos mantidos com o pagamento não mais compulsório, mas acordado em função das necessidades, dos impostos de todos os cidadãos, conforme a capacidade real de cada um. A anarquia absoluta é mais do que impossível, como se pode deduzir, mas a anarquia consensual, em que o cidadão sabe de suas responsabilidades perante o todo da sociedade e do meio-ambiente, essa será, sem dúvida o ponto culminante da evolução do homem como ser gregário, já que a perfeição – se e quando atingida – decretaria a própria extinção do homem, esteja ele onde estiver, nesse universo sem fim.



sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

PARA UMA CIVILIZAÇÃO SEM BARBÁRIE




(Renée Magritte - empire of light)




A sociedade ideal só pode ser alcançada quando o homem abandonar a barbárie, as crenças espúrias e a concepção criacionista do mundo. Quando o bom senso, travestido de ciência provada e comprovada, tiver chegado à maioria dos homens. E o começo de uma sociedade ideal só será obtido com muito esforço e muito tempo de amadurecimento, com a priorização à educação, ao conhecimento. Ainda há muitos povos primitivos na Terra. O salto para uma melhor qualidade de vida passa, necessariamente, pelo abandono, talvez, de culturas ligadas à idéia criacionista de preservação a qualquer custo de comunidades inteiras na base da pirâmide social, vivendo como bichos, matando e matando-se em nome de tradições bizarras. Hoje eu vejo com mais clareza o que foi feito com culturas primitivas ou diferentes, nas regiões conquistadas tardiamente pelos europeus: América, Oceania etc. A destruição foi a marca registrada, em nome de princípios altamente refratários a qualquer aceitação do diferente. O genocídio das populações indígenas de todas as Américas comprova que a denominada civilização cristã não tem absolutamente nada de civilização, pelo contrário, onde se instala, o terror, a morte e a destruição também se instalam. Os sobreviventes desse massacre tendem a ser confinados em guetos chamados reservas, mas não sei se essa política é a mais correta. Se não concordo com a ideia de raça, também não posso compartilhar com a ideologia segregacionista de populações indígenas, em nome da preservação de uma tradição absolutamente atrasada e bárbara em muitos de seus aspectos. Se é para preservar e conservar, que os índios de várias regiões do Brasil, por exemplo, pudessem manter seus rituais antropofágicos, pois isso pertencia à sua cultura. Por que esse aspecto, embora tenebroso para a visão dos cristãos que comem o seu deus em rituais parecidos, deve ser banido e outros, menos tenebrosos devem permanecer, enquanto as tribos se esvaem em reservas que conservam os mesmos costumes de mais de quinhentos anos e, em troca, são mantidos no mesmo estado primitivo de quando aqui chegaram os primeiros conquistadores, sem direito às regalias da sociedade mais avançada tecnologicamente? Que eles tenham o direito de participar, por livre escolha, das conquistas civilizacionais, como escola, medicina, comunicações etc. Por que mantê-los como animais num zoológico, para estudo de meia dúzia de antropólogos metidos a besta, a escrever teses em seus gabinetes refrigerados? A cultura desses povos pode ser preservada, sim, em museus, em livros, em estudos, como uma contribuição para a história da humanidade, mas não lhes permitir evoluir e obter os mesmos conhecimentos e a mesma tecnologia avançada das demais populações do globo, a mim me parece um tipo de exclusão que não condiz com o grau de avanço de nossa civilização. É negar-lhes o passo decisivo para uma melhor qualidade de vida. Além disso, as culturas devem se unir, se misturar, numa miscigenação total e absoluta, que resulte num tipo de humanidade em que as diferenças sejam cada vez menores. E isto também é construir uma civilização. Uma civilização sem barbárie, em que não haja qualquer tipo de segregação baseada em cor da pele ou tipo físico. Ou em diferença de usos e costumes.



terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O CAMINHO DAS DITADURAS



(Acchiles Droungas)


A ética pública jogada no lixo transforma em miseráveis urubus o povo que a sustenta, porque esse povo passa a viver das migalhas do banquete dos corruptos. Em segundo lugar, os partidos políticos são inúteis, porque pressupõem a exclusão pela teoria do bem e do mal absolutos: cada um se julga dono da verdade, e nada é mais falso do que esse tipo de arrogância. Quem não está comigo, está contra mim. Essa a máxima utilizada pelo partido político para seduzir os seus seguidores e arregimentar quadros, o que o torna um terreno propício ao surgimento de ideias equivocadas de sociedade, de propostas utópicas, mas sedutoras, de ideologias toscas de nacionalismos e fascismos que podem trazer sérias consequências para a própria sobrevivência do estado democrático. A tentação de golpes contra a representação popular ganha facilmente adeptos dentro de um partido político, quando manipulada por líderes carismáticos. Porque, dentro de um grupo fortemente ideologizado, a verdade é a primeira vítima. O bom senso, a segunda. E o povo, como sempre, a maior de todas as vítimas, ao ser levado a apoiar, sem perceber, um estado ditatorial e perverso. Quando acorda, já é tarde demais. Todos os seus direitos já foram cassados e a oposição, esmagada. Assim, a partidarização dos movimentos populares torna-se uma ameaça à própria existência da democracia, contribuindo para o aprofundamento de suas crises e incertezas.



sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O CERNE DA CORRUPÇÃO



(Emil Nolde)



Por que os partidos políticos se constituem num elemento pernicioso à representação popular? Porque se fecham em si mesmos, construindo barreiras à livre manifestação das idéias, em primeiro lugar. Dentro do partido político, a tendência é a homogeneização da ideologia: a corrente majoritária impõe as suas convicções e, de certa forma, expulsa todos os que se lhe opõem. Os expulsos, por sua vez, tendem a buscar um outro partido que os acolha ou, na maioria das vezes, fundam um novo partido, em que o mesmo fenômeno volta a acontecer. Portanto, não há possibilidade de debate de ideias dentro de um partido político. Ou o indivíduo se enquadra ideologicamente, ou é esmagado pela máquina partidária. E a uniformização leva a lideranças mágicas, isto é, facilita o surgimento de líderes carismáticos e populistas, cuja única preocupação é ampliar sua base de apoio para atingir o poder. Para isso, precisa bajular e ser bajulado, numa troca de favores explícitos e implícitos, de apoios confusos e pouco éticos, construindo não mais um sistema apenas ideológico, mas profundamente prático de alianças espúrias e de aliciamentos financeiros numa teia autofágica de promessas e compromissos que fogem ao escopo inicial de sua ideologia e ganham vida própria, constituindo-se num impasse à capacidade de governo desse líder, o que o leva a barganhar favores em troca de apoio e, obtido o apoio, a usá-lo para perpetuar-se no poder como única forma de pagar o apoio recebido, tão altas se tornam depois as cobranças. Assim, a corrupção, os negócios espúrios e a divisão do bolo tornam a administração um sistema meramente arrecadador de recursos para sua autopreservação, subordinando o interesse público às necessidades e objetivos dos financiadores do sistema. E um estado corrupto é a antítese de qualquer democracia ou sistema democrático.



terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O PODER DOS CIDADÃOS



(Ana Maria Dias - hoje há festa)


Para que tal sociedade funcione, não é preciso que existam políticos ou partidos políticos, mas que haja mecanismos de participação dos cidadãos em forma de conselhos que comecem com células de representação e escolha de representantes, num sistema piramidal de debates que cheguem até aos órgãos máximos do poder. Assim, grupos de cidadãos de um quarteirão ou de uma agrupamento rural escolhem um número proporcional de representantes, que se reúnem em assembléias regionais que escolhem outros tantos representantes, que se reúnem em assembléias estaduais que também escolhem outros tantos representantes, até chegar à assembléia máxima, que irá escolher os candidatos aos cargos executivos em numero proporcional às diversas correntes e tendências de pensamento apresentadas na assembléia máxima, para escolha direta do povo. Assim que eleito o dirigente máximo, seja de uma região administrativa, seja do país, as assembléias ou câmaras serão formadas com os membros anteriormente escolhidos pelo povo, dando-se, sempre, à corrente vencedora, a maioria, em prol da governabilidade. E aqueles que formarem o governo não poderão ser reeleitos para um novo mandato, em prol da renovação constante e da participação direta do povo, além de ser um mecanismo de proteção contra a profissionalização de políticos que constituam uma classe à parte da sociedade.



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

RECUPERAÇÃO DA PÓLIS




(Adam Miller - Leda)

A recuperação da polis, contida na palavra política, constitui-se num dos pilares de uma possível democracia representativa que mereça esse nome. Polis é a cidade, o estado, o povo. Político, o cidadão que participa das atividades públicas, da cidade, do estado. Não pode ser uma classe especial de cidadãos, constituída à margem da sociedade, uma espécie de sindicato dono da representação do povo. Por isso, advogo a extinção pura e simples da chamada classe política, numa visão mais radical do problema. Nem partidos políticos são necessários, numa representação pluralista da sociedade. Partidos políticos são excludentes, como as religiões, e constituem foco de corrupção das idéias, mais grave do que a corrupção financeira e o enriquecimento de seus dirigentes com dinheiro público. A atividade política deve ser exercida diretamente pelo cidadão, sem intermediários ideológicos, porque não se trata de concepções filosóficas como têm pregado até aqui os ideólogos da política, mas se trata de assuntos comezinhos de administração pública, de como aplicar o dinheiro que os cidadãos pagam em forma de impostos. E isso não tem ideologia. A ideologização do estado tem trazido consequências funestas para o bolso do povo. Tanto o marxismo quanto o capitalismo são teorias meramente econômicas, práticas, nada têm de metafísicas, não precisam de gurus e teóricos de fala complexa. Não importa se um estado ou país é capitalista ou socialista: o emprego do dinheiro do povo pela administração deve ter um só objetivo, a melhoria de qualidade de vida da população, e isso passa por distribuição de renda (a diferença entre os maiores e os menores salários deve tender a zero), equilíbrio das contas públicas com contenção de gastos com a máquina administrativa; sistemas de saúde e educação com padrão de qualidade tal, que as atividades particulares dessas áreas fiquem restritas a diminutas parcelas da população; sistema de infra-estrutura adequada às atividades econômicas; controle estratégico das atividades privadas e regulação das relações entre capital e trabalho.



terça-feira, 4 de janeiro de 2011

FORTALECIMENTO DO SISTEMA DEMOCRÁTICO




(A. Andrew Gonzalez - Mayas dream)



A existência de poucos partidos políticos deve ser um fator de governabilidade. Para isso, ficam proibidas as coligações e, para que o partido vitorioso não precise barganhar apoios, as câmaras legislativas serão compostas majoritariamente por eleitos do partido vencedor em segundo turno, de forma a constituir maioria absoluta sempre. Assim, se o presidente da república obteve cinquenta e um por cento dos votos, as duas câmaras (se houver sistema bicameral) serão compostas pela metade mais um de deputados e senadores de seu partido, principalmente se o sistema for presidencialista, o que ajudaria a evitar crises de governabilidade. São exemplos de medidas que se devem adotar para que a democracia funcione e suas crises sejam administráveis. Porque não há saída para as nações que não seja através de sistemas democráticos de representação popular ao mesmo tempo maleáveis em sua aplicação e rígidos em seus conceitos e valores. O cargo público deve ser sempre encarado como uma missão a que cidadãos escolhidos pela maioria se dediquem durante um certo tempo de sua vida e não uma carreira que os leve ao poder pelo poder. A perpetuação de indivíduos na cena política traz em seu bojo o culto de personalidades, o que é péssimo para a democracia. É totalmente antidemocrática qualquer ideia de peleguismo, de continuísmo, de divinização do poder, de formação de casta dirigente, de fortalecimento de grupos econômicos ou regionais ou étnicos em torno do poder. A eliminação de princípios e resquícios monárquicos que gravitam em torno da possibilidade de poder deve ser uma preocupação primordial para fortalecimento dos regimes democráticos. As práticas de nepotismo e de favorecimento de amigos e fornecedores, os atos de enriquecimento ilícito, a corrupção e o continuísmo são vermes que destroem as repúblicas democráticas e colocam em risco a própria integridade dos sistemas democráticos e devem, por isso, ser combatidos com todas as forças por todos os segmentos da sociedade, para que esse sistema consiga sobreviver às tentativas totalitárias que brotam todas as vezes que mazelas políticas vêm à tona.