TRAPICHE DO ATEU

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

LIMITAR O PODER DOS POLÍTICOS








Para a evolução para um sistema verdadeiramente representativo, de associações de homens e mulheres reunidos em torno de ideias e representações da sociedade que desejam para si e para todos, propõe-se um sistema intermediário, em que os partidos políticos sejam limitados a quatro ou cinco, com estrita fidelidade partidária, em que o mandato de um político pertence ao partido e não aos seus interesses pessoais, com a proibição absoluta de reeleição para o mesmo cargo, com o controle público dos gastos eleitorais ou, mesmo, com o financiamento público das campanhas, com acesso direto dos cidadãos às listas partidárias de candidatos, escolhidos através de processos diretos de consulta às bases, enfim, com uma série de medidas que limitem o poder dos políticos ou, mesmo, que os releguem a um número mínimo necessário, restritos à atuação na direção dos núcleos partidários. Também acharia interessante que se adotasse um sistema em que, quando um cidadão se tornar candidato a um cargo público, ele se licencia de seu trabalho normal durante a campanha, por dois ou três meses, com a remuneração paga através do partido. Se ele se eleger, o seu cargo, seja em que empresa for, fica congelado durante o tempo do mandato, tendo o direito de a ele retornar ao final de sua missão pública. Se não for eleito, tem também o direito de retomar sua vida profissional, sem nenhum problema. Assim, mais cidadãos comuns poderiam ser candidatos e o político profissional teria sua ação bastante reduzida ou eliminada, evitando alguns fatores de instabilidade do sistema democrático, por causa do alto preço do voto e da existência de uma casta política encastelada no poder.



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