TRAPICHE DO ATEU

UM BLOG DE ECOLOGIA MENTAL. PARA REPENSAR O HOMEM E SUA RELAÇÃO COM A VIDA E COM O MUNDO.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O MITO DA BRUXA




(autor desconhecido)


O mito da bruxa serviu, e ainda serve de formas mais sutis, para perpetuar a noção de desigualdade entre os sexos, deixando a mulher à margem das grandes decisões da humanidade. Embora os avanços sejam significativos, a intolerância ainda tem fôlego para manter a mulher ignorante e distante de muitos poderes que os homens ainda reservam para si, até nas mais adiantadas sociedades desse início de terceiro milênio. O contra-argumento canalha do machismo constitui uma pérola derivada dos mais obtusos manuais de caça às bruxas: dizer que as mulheres não querem igualdade, mas lutam para ser superiores aos homens é, no mínimo, um desafio a qualquer princípio lógico que nem o mais ousado defensor do patriarcalismo terá vergonha de enunciar. A relação homem/mulher posta-se, assim, no terreno da desconfiança e da rivalidade, como se a ascensão do feminino fosse uma ameaça ao homem, assegurando, de forma sutil mas vigorosa, a manutenção do machismo rancoroso, quando, na verdade, não há e não pode haver rivalidade entre os sexos que se complementam e lutam, ambos, por uma vida melhor neste planeta tão cheio de injustiças. As diferenças entre homens e mulheres, em termos genéticos e antropológicos, não constituem motivo para rivalidade, mas para complementação entre os sexos. A estupidez humana é que mantém níveis ou escalas de diferenças que escravizam a mulher ou colocam-na em situação inferior. Assim como não há raças entre os humanos, também não há relação de subordinação entre os sexos. Nessa desigualdade inventada pela mente diabólica de cristãos, no ocidente, e de deístas, no resto no mundo, vemos, de forma clara e cabal, mais uma manifestação da barbárie humana. Que precisa ser combatida em todas as frentes.



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