TRAPICHE DO ATEU

UM BLOG DE ECOLOGIA MENTAL. PARA REPENSAR O HOMEM E SUA RELAÇÃO COM A VIDA E COM O MUNDO.

domingo, 8 de agosto de 2010

TORTUOSOS CAMINHOS DA EVOLUÇÃO




(Rafal Oblinski - Mannon Pelleas et Meliande)




Não há coerência, necessariamente, nisto que eu escrevo. Há temas recorrentes aos quais acrescento novos fatos e novas indignações. É necessário, e ponto. A vida não é coerente. E sigo o caminho do meu raciocínio, por mais tortuoso e torturado que ele possa ser. Escrever é apenas um destino. Ou uma maldição. Mas também isso é superstição. Não corresponde à realidade. A verdade absoluta não existe, isso é ponto pacífico. Mas há a minha verdade que precisa ser comprovada, medida, verificada através do discurso, por mais confuso e circular que ele seja. Não há perfeição na natureza. Porque, quando houver perfeição, não haverá mais evolução. Não havendo evolução, haverá degeneração. E a vida deixará de existir. Existir é evoluir. E evoluir é existir. Essa a lei do universo. Uma lei cuja força ainda não compreendemos muito bem. Porque pensamos ainda metafisicamente. Achamos que há uma força que toca a evolução. Não. Não há força nenhuma. Há apenas as experiências e os tortuosos caminhos da mudança. Porque evoluir não é melhorar, mas apenas, mudar. Transformar e transformar-se, buscando formas e fôrmas que melhor se adaptem ao meio, que melhor se adaptem umas às outras ou ao simples destino de existir.



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