TRAPICHE DO ATEU

UM BLOG DE ECOLOGIA MENTAL. PARA REPENSAR O HOMEM E SUA RELAÇÃO COM A VIDA E COM O MUNDO.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O UNIVERSO



(Pierre Loeb - azulejo)



O universo. Tema recorrente. Teorias afirmam que ele se expande. Então, pergunto: para onde? Se há expansão, é porque há espaço para expandir e, portanto, o universo está contido em um “espaço” maior do que ele. Como o universo tem bilhões e bilhões de anos luz de extensão, como imaginar que ele está contido em um espaço muito maior do que ele? Portanto, imaginar a origem do universo é um exercício que não cabe na imaginação do homem. Não saberemos nunca como tudo começou e como tudo vai acabar. Porque, simplesmente, não é possível, no cérebro limitado do homem, caber concepções ilimitadas, infinitas. É como tentar colocar numa casca de noz toda a água do oceano. Podemos levantar hipóteses, seguir pistas, chegar a conclusões bastante razoáveis, mas a verdade sobre a origem e a real extensão do universo nunca saberemos. Podemos supor que tudo o que existe tem uma origem e, se tem um começo, deve ter um fim. Só isso. Nada mais. Como e quando foi esse começo será para sempre uma incógnita, embora possamos chegar e elucubrações bastante satisfatórias para nossa mente finita. Porque, se a mente é finita, a imaginação pode suprir essa deficiência e criar o que o homem quiser. O espaço sideral tem um atrativo especial para a ciência e para a criação de mitos humanos. Seu estudo pode e deve trazer para a humanidade conhecimentos indispensáveis à sua sobrevivência neste ou em outro planeta e à expansão da vida para além do planeta Terra ou, até mesmo, para além do sistema solar. O homem, na minha tola pretensão, não está destinado a viver confinado neste minúsculo grão de areia onde hoje tentamos sobreviver. Mas isso são sonhos para tantos anos no futuro que, também nessa área, só nossa imaginação pode nos levar a supor formas de migração da vida da Terra para outros planetas. O conhecimento que pudermos acumular sobre o universo poderá nos fornecer ciência e tecnologia suficientes para que o homem e a vida que ele representa se espalhem para novos horizontes, antes que tudo termine e recomece na eterna expansão e retração do universo, como um eterno retorno das forças que o governam, a cada trilhões de trilhões de anos.


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