TRAPICHE DO ATEU

UM BLOG DE ECOLOGIA MENTAL. PARA REPENSAR O HOMEM E SUA RELAÇÃO COM A VIDA E COM O MUNDO.

sábado, 31 de julho de 2010

FUTURO



(Tichard Dadd - como unto these yellow sands)


É claro que há mentes e cérebros privilegiados, que levaram a ideia de humanidade a altos pontos, mas esses indivíduos constituem-se em exceções que comprovam a regra. Por isso, a humanidade, se quiser sobreviver aos milênios que se seguem, deverá começar, dentro de muito pouco tempo, em até quinhentos anos, eu creio, a relacionar-se de forma mais sadia com o ambiente, com a Terra, tomando medidas drásticas para preservar e conservar as formas de vida e de sobrevivência, as fontes de água, as terras agricultáveis, o ar, as florestas, os animais, enfim, cuidar para que a deterioração não torne inviável a vida humana num planeta que tem um equilíbrio muito delicado. Também o controle populacional deverá obedecer a critérios que ajudem a manter estável o número de pessoas a viver sobre a Terra. Com a possibilidade de aumento da vida, populações mais velhas e sadias deverão predominar. E isso se constituirá em problema sério, se não houver um planejamento adequado que permita a essas populações estenderem sua contribuição à economia na mesma proporção do ganho de vida e de saúde. Talvez a entrada no mercado de trabalho se dê um pouco mais tarde, com o prolongamento do tempo de preparação. Enfim, são temas para economistas e governos, para cientistas sociais e cientistas em geral. O que não se pode deixar de fazer é controlar o crescimento populacional. E, depois, um pouco adiante, com certeza, com o avanço da genética, a eugenia se tornará uma prática essencial para a superação da miséria e da ignorância. Não há dúvida de que, apesar de todo o aparato metafísico de religiões retrógradas, a necessidade de escolher no momento da concepção os genes mais saudáveis falará mais alto. O mundo do futuro não poderá ser um mundo de seres que não tenham condição de sobrevivência por si mesmos. A evolução é um sistema de sobrevivência dos melhores, a partir de centenas de milhares de experiências mal sucedidas. O homem do futuro terá condições de estabelecer critérios rígidos de concepção a fim de evitar infelicidades e desgraças, com o nascimento de seres inadaptados, dando, com isso, uma força para a evolução. Mas, para se chegar a tal ponto, o conceito de raça deverá estar completamente superado. De forma a que não existam mais brancos, negros, pardos, amarelos, etc. mas apenas a raça humana, de características extremamente variadas, fruto natural da miscigenação, porém sadia e apropriadamente constituída para adaptar-se o melhor possível ao ambiente em que vive, sem agredi-lo. Essa é mais uma utopia? Não creio. Porque não há muitas outras saídas para o ser humano, enquanto habitar o planeta Terra. Não há fascismo nem nazismo nisso, porque não são ideologias, mas caminhos que a racionalidade humana, aí sim, já mais desenvolvida, descobrirá para garantir a sobrevivência da espécie. Depois, muito depois, espalhar para outros planetas o germe da vida aqui iniciada. E, quem sabe, encontrar semelhantes na imensidão do universo, feito possível, mas não provável.



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