TRAPICHE DO ATEU

UM BLOG DE ECOLOGIA MENTAL. PARA REPENSAR O HOMEM E SUA RELAÇÃO COM A VIDA E COM O MUNDO.

terça-feira, 27 de julho de 2010

CAMINHO PARA A PAZ



(Aaron Board)




O caminho para a paz será longo e tenebroso. Muitas guerras e morticínios, muitas revoluções e genocídios pavimentarão a estrada para um mundo melhor. Há e continuará havendo muito fascismo e muito nazismo entre os homens, muito preconceito e ideias de exclusão, antes que se alcance um patamar de evolução que se permita dizer que a barbárie começou a ser vencida. O homem mata por prazer de matar. A cultura da morte está arraigada no inconsciente humano. Enquanto essa cultura não for desmontada, a barbárie não será vencida. Pensa-se que o pacifismo é coisa de maricas, de fracos, mas é justamente o oposto. O pacifismo é a grande saída para a humanidade e só pode ser defendido por indivíduos realmente fortes, por homens que confiam em si e na possibilidade de, um dia, o homem deixar de ser estúpido e aprender que a paz é a única saída. O trogloditas de plantão, guerreiros por natureza, escondem-se em todos os cantos da política e da sociedade. São eles os primeiros em quase tudo, por seu instinto de vencer a qualquer custo. Acabam conquistando as mentes mais fracas que os elegem para cargos importantes e, até mesmo, para presidir nações poderosas. Está lá, na presidência dos Estados Unidos, o senhor George W. Bush, um dos mais ilustres representantes dos trogloditas. Está lá, brandindo o seu tacape contra tudo e contra todos. E assim o mundo caminha, para a desgraça, para dias de sangue e dor. Os fascistas e nazistas também estão esperando sua vez. Talvez ainda dêem muito trabalho. Porque sabem iludir, sabem argumentar e são fortes, daquela força bruta característica dos trogloditas, que atraem multidões infantilizadas em busca da proteção num pseudo-pai, num falso líder que promete exatamente o que o populacho quer ouvir, mas nunca cumprem o que prometeram, porque nutrem um profundo desprezo pelo povo. São incapazes de entender sutilezas, porque seu raciocínio primário está dominado pela idéia da força bruta. Podem, até, mostrar-se sensíveis a apelos ou a aspectos menos duros da vida, mas isso apenas como máscara para atingir seus objetivos sanguinários. Acreditam que proteção se obtém com o uso da maior força possível. São aqueles indivíduos que prometem uma guerra para acabar com as guerras, que prometem a mãe de todas as bombas para acabar com todas as bombas, e acabam por provocar uma escalada de violência sem fim. Atacam outras nações com a desculpa da defesa. Burlam as leis ou fazem aprovar leis que beneficiem suas idéias apenas para provar que são mais capazes de matar do que qualquer antecessor. Praticam a corrida histórica de matança em nome da paz e ainda se julgam injustiçados. O homem ainda vai conviver muito tempo com esse tipo de gente. Porque há ainda muitos que pensam como eles. Que têm, na boca, o gosto de sangue.



Nenhum comentário:

Postar um comentário