TRAPICHE DO ATEU

UM BLOG DE ECOLOGIA MENTAL. PARA REPENSAR O HOMEM E SUA RELAÇÃO COM A VIDA E COM O MUNDO.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A IRA DO DEUS



(Caravaggio - Baco doente)

Como ser gregário, o homem se uniu em torno de necessidades básicas, em primeiro lugar: sobrevivência e procriação. Depois, em torno de coisas comuns, como ter ou não o fogo, cultivar ou não determinadas plantas, caçar ou não determinados animais. Ter ou não ter determinadas habilidades etc. Na sociedade mais evoluída, as idéias passaram a ser o fator de união: crenças, costumes, cultos. Assim nasceu a religião. Como elemento mágico e como elemento de união entre indivíduos e de divisão entre tribos e nações. Creio que, no início, cada clã tinha o seu deus, mas novamente o gregarismo apontou para a fusão de deuses até chegar ao monoteísmo, um conceito altamente sofisticado, mas de tremenda força de exclusão. Ou se acredita no deus único ou está fora da criação. E os exilados arderão para sempre na ira desse deus. Assim, religiões monoteístas autoritárias suplantaram e destruíram o politeísmo democrático, embora tão embrutecedor quanto o primeiro.


Um comentário:

  1. Até hoje todos os ateus que conheci são ateus de “Deus na história do Cristianismo”; ou, então, são seres traumatizados pela experiência ateia que a “igreja” oferece. O lugar mais ateu que existe é a estrutura da “igreja”. Sobre tal lugar o que se tem que dizer com esperança é “ ...e as portas do inferno não prevalecerão...” — posto que o ambiente é brabo e nauseante.Por isto a “igreja” também é o perfeito álibi para os que desejam ser ateus de discurso.Sim! Para quem relaciona “Deus e igreja”, ser ateu de discurso é o obvio; pelo menos para mim seria, se eu relacionasse Deus à “igreja”Ou seja: é ateísmo psicológico e de amargor traumático; e nada mais, além disso.


    materia completa! http://verdadereoculta.blogspot.com.br/2012/10/deus-e-mau.html

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