TRAPICHE DO ATEU

UM BLOG DE ECOLOGIA MENTAL. PARA REPENSAR O HOMEM E SUA RELAÇÃO COM A VIDA E COM O MUNDO.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ABSURDIDADES DO CRISTIANISMO




Bosch - os reis magos (detalhe)



Se já havia inúmeras superstições antes da era cristã, torna-se, no entanto, o cristianismo pródigo em inventar absurdidades. Desde a origem do seu criador, um homem-deus gerado por uma virgem, vigiado em seu nascimento por um cometa, adorado por reis que ninguém conhece ou jamais ouviu falar, o cristianismo criou, desenvolveu e instalou na mente das pessoas inúmeros contos de carochinha, superstições e mentiras deliberadamente elaboradas para atrair e enganar os incautos. Ao longo dos primeiros séculos, o acúmulo de falsas informações sobre o seu criador, cuja existência não está provada historicamente, os seguidores de Paulo de Tarso, um soldado romano convertido, esmeraram-se na divulgação de documentos apócrifos e evangelhos com a vida e os milagres de um homem que teria dado a vida pela humanidade. A partir daí, o fanatismo fez o resto. Mesmo a intensa perseguição movida pelo Império Romano foi transformada num marketing poderoso, talvez o mais inteligente e agressivo da história da humanidade. Mártires foram elevados à categoria de santos. Hermeneutas traduziam em palavras de mais fácil entendimento da turba ignorante os ensinamentos dos mestres. Pregadores aumentavam os pretensos milagres e criavam outros. A esperança tinha um nome: o céu. Para onde deveriam ir ter todos os humildes. Era, pois, a seita que melhor soube administrar o forte apelo de uma mensagem de esperança, ainda que falsa esperança: a de que o rico e o poderoso não conseguiriam entrar no reino de seu deus. Mas só a idéia de céu não era suficiente. Era preciso criar um oponente não só à idéia de paraíso, mas também ao criador do céu e da terra. Ressuscitaram, então, todos os demônios e o inferno, para ameaçar os que se mostravam relutantes. Quem se arriscaria a perder a alma imortal nas chamas de tão poderoso inimigo? E a igreja romana começou a organizar-se, com uma estrutura piramidal copiada das legiões romanas, com inúmeros cargos e divisões até o comando central constituído por um papa, general supremo, senhor de todas as almas, com qualidades que o tempo se encarregou de incrementar, como a infalibilidade, por exemplo.



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